Ah, pois é....nesse mês, no dia 29 faço niver. Será meu último ano na casa dos 30!
Quais minhas expectativas? Hum........a de viver muuuuuito ainda, kkkkkkkkkkkk
Tá bom, sei que muitos vieram xeretar a minha lista de presentes.
Pra quem quiser espiar o que gosto, o que curto....só entrar aqui
Fiquem à vontade pra comentar o que acharam dela ok?
O dia das Mamis foi super familia por aqui....de manhã missa internacional, sermão do padre William, um americano velhinho de cabelos brancos, super simpático, e depois um almoço com filharada e meus pais num restaurante japa.
Comemos até nos acabar, kkkkkkk
Finzinho de domingo, sem chuva graças a Deus!
Amanhã....começa mais um dia verdadeiramente de MÃE!
É, aqui também tem o dia das mães...mas naquele mesmo esquema de interesse comercial. Pode ter certeza que depois que passar domingo, as lojas japonesas já vão direcionar as vendas pro dia dos Pais, que aqui no Japão se comemora no primeiro domingo de junho.
Dia 7, o Seamo lançou um cd e uma música que eu gostei muito: Mother. Nem preciso dizer que é em homenagem a uma mãe ne?
Abaixo tem o video da música, com uma historinha básica a la estilo japonês.
Pena que não achei a tradução da música, se encontrar eu posto ok?
Nós só entendemos verdadeiramente nossas mães quando passamos, nós mesmas, pelas dores e alegrias da maternidade.
Hoje homenageamos nossas mães, a colocamos num pedestal, exaltamos suas qualidades e belezas, mas nem sempre foi assim. O amor sempre existiu em nós, profundo e verdadeiro, mas de forma diferente, sem a ciência do que é realmente a vida em todos os seus pormenores.
Antes não sabíamos o que é a dor de ter um filho e ter medo de perdê-lo pra vida, para o mundo; não conhecíamos as preocupações de se sentir responsável por ter posto na terra um ser a mais; não sabíamos o que é
ter um pedacinho da gente, independente e voluntário, fazendo suas escolhas que, nem sempre, condiziam com nossas próprias escolhas.
Nossa sabedoria era limitada. Aliás, que sabedoria? É difícil entender os nãos e os sins nunca questionamos. Os porquês da adolescência tomam muito espaço em nós, mas particularmente quando vai de encontro ao que desejamos.
E nessas horas uma mãe pode ser muito incompreendida, pode ser aquela que não entende nada, que não sabe respeitar o direito de cada um de fazer o que quer.
Só depois, quando chega a nossa vez, é que compreendemos melhor.
Agora sim, é que entendemos o que ela queria dizer, compreendemos suas aflições, medos, angústias e lágrimas. Agora sabemos o que é desejar o melhor, mais bonito e perfeito, uma boa profissão e felicidade completa.
Uma mãe é aquela pessoa que cumpre a sua parte na história da humanidade e, tal qual um atleta, vai passando a tocha pra frente.
Nos tornando mães nos igualamos às nossas mães. Somos, finalmente, uma rosa que se abriu ao sereno da madrugada, à luz da lua, aos raios de sol e às possíveis tempestades.
Somos nós, agora mães, anjos sem asas, missionárias do amor de Deus aos coraçõezinhos inocentes, as primeiras professoras na escola da vida."
A todas as Mamis do mundo.........meu abraço apertado!
A história da origem da minha família (por parte do pai)
começa em Okinawa, a maior ilha ao sul do Japão, lindíssima por sinal!!
Antes de serem unificadas ao Japão,ela e outras pequenas ilhas formavam o Reino Ryukyu.
A sede do governo era em Naha (ainda hoje a capital),e onde se encontra o Castelo Shuri;
Meu bisavô (hiodisan, em japonês), era um nobre samurai, rico e coisa e tal (não conto isso para contar vantagem,
mas porque simplesmente era assim).
Ele foi o responsável pelo projeto do jardim do palácio Shuri. Assim com tantos encargos importantes, ele e sua familia( ele já era casado e com filhos) viviam muito bem.
No séc. XIX, o Imperador japonês Meiji, anexou Okinawa ao restante do Japão e depôs o Rei de lá. Essa Era Meiji (periodo governado por esse Imperador) foi repleto de mudanças na cultura, política e na sociedade em geral. Houve uma grande abertura para o mundo exterior, para o chamado mundo Ocidental.
Ele acabou com as diferenças sociais (nobres e povão) e assim todos puderam ter direito ao estudo.
O Imperador também passou a adotar o corte de cabelo ¨ocidental¨, eliminando aquele famoso ¨rabo de cavalo¨
( o tchonmaguê). Assim todos passaram a seguir a moda imperial.
Quem não cortasse o tchonmaguê, era rapidamente excluido e discriminado.
Bom, meu bisavô, era muito inflexível. Não admitia deixar de ser tratado como um nobre, e muito menos de cortarem
o seu rabo de cavalo.
Ele exigiu dos filhos o cabelo também intacto, e com isso não só ele, mas toda a familia sofreu muito.
Nenhum deles pôde continuar os estudos e muito menos arrumar um bom emprego.
A familia empobreceu rapidamente e todos passaram por muitas necessidades.
A história se arrastou ainda em meio a muitas dificuldades até que meu avô, já de maior, seguiu para a Guerra Japão X Coréia, em 1950/53.
Depois do sofrimento e do horror que uma guerra pode causar, meu avô decidiu sair do Japão. Primeiro por ter
se tornado um anti militarista, e em segundo por achar que no Brasil as chances de uma vida melhor para eles e
seus irmãos seriam maiores.........
E assim começa a HISTORIA DA FAMILIA TSUHAKO EM TERRAS BRASILEIRAS.
A Imigração Japonesa ao Brasil completa em 2008, 100 anos de história!
Meu avô se estivesse vivo, estaria completando 90 anos de Brasil.
Já há tempos que o Japão não é mais o mesmo ...o paraíso de segurança econômica que era. Me lembro que quando chegamos aqui há 17 anos atrás nada subia de preço. Estavamos saindo de um Brasil do Governo Collor, com a inflação à mil, e eu no começo acabava fazendo o que fazia no Brasil, que era estocar alimentos, com medo dos preços subirem. Logo vi que isso não acontecia no Japão e então deixei de fazer estoques, pois era muito facil achar promoções de alimentos e outros gêneros. Mas....aos poucos a bolha dourada da economia japonesa foi deixando de se expandir, e logico começou a se esvaziar...
Ficamos surpresos quando anunciaram aumentos nos refrigerantes e cigarros vendidos nas maquininhas espalhadas pelo país. Há anos não havia isso. Tudo bem que era um aumento pouco significativo, mas pra uma realidade estática isso era algo surpreendente.
Passaram se alguns anos e uma nova bolha economica parecia surgir, foi a época do boom das lojas de 100 yen. Virou epidemia comprar tudo por praticamente o preço de um dólar! Pois é, mas nem tudo é um mar de rosas, e a bolha novamente está se esvaziando...
Ontem os postos de gasolina estavam lotados! Todos abastecendo os carros para não pegar o aumento de + - 25% na gasolina que aconteceu hoje.
Na verdade tudo no geral teve aumento. Reparei que tem coisa que além deles aumentarem os preços, também tiraram no peso. Ou seja a mercadoria está mais leve e mais cara! Um absurdo! Acho que tem gente que nem reparou nisso, pois vê que o preço está o mesmo, mas algumas gramas não existem mais no pacote, o que passa despercebido pelo consumidor distraído.
O governo está pedindo calma, e quer que nós entendamos a situação, mas tá complicado.
Salário que é bom não tem aumento não. Imagina subir salário de dekassegui...
O jeito é cortar, aqui e ali.... ainda mais com uma família de cinco aqui em casa.
Pois é, hoje é dia do Trabalho, mas não é feriado nacional no Japão. Feriado mesmo são nos dias 29 de abril, que é o Dia da Era Showa, dia 3 de maio que é o Dia da Constituição , dia 4 que é o Dia do Verde, dia 5 é o Dia das Crianças e como dia 4 cai num domingo então eles espicharam o feriado pro dia 6 também. Ou seja teremos uma semana longa de feriados....a tal Golden Week! Um dos feriados mais esperados pelos japoneses, pois é numa época de clima bom.
O que não se esperava era esse aumento bem no começo do feriadão....ou seja muita gente vai pensar bem, antes de sair pra viajar.
Aqui em casa o feriado já está sendo bem caseiro, rss
Nada de gastos extras, pois se não estamos trabalhando...com certeza o orçamento do mês que vem vai ser bem mais apertado, pouca grana do salário entrando ne?
Feriado é bom, mas estraga por esse lado econômico
Pra quem quiser saber mais do atual estado da economia japonesa só clikar aqui ok?